
Com aproximadamente 50 mil novos casos no Brasil, o câncer de mama é considerado o tipo de tumor mais incidente no país e a principal causa de morte entre as mulheres. Mas as mulheres, que são quase a totalidade das vítimas, ainda não estão municiadas com informações corretas sobre o mal. A constatação foi feita por uma pesquisa promovida por uma empresa farmacêutica, que entrevistou 320 mulheres, com média de idade de 53 anos, sendo 200 portadoras de câncer de mama e 120 sadias. A maioria das mulheres se diz informada, mas aponta o estresse como um fator de risco.
“Hereditariedade, primeira menstruação antes dos 11 anos, menopausa tardia (depois dos 50), reposição hormonal, alcoolismo e obesidade são alguns dos reais fatores de risco”, aponta o coordenador da pesquisa e oncologista clínico do Hospital Albert Einstein de São Paulo, Sérgio Simon.
O diagnóstico também causa confusão. Entre as sadias, 81% afirmaram que fazem o autoexame sem saber que dificilmente conseguirão detectar um tumor em estágios iniciais. Para isso, é preciso seguir rigorosamente as orientações médicas e realizar todo ano exames de mamografia e ultrassom do seio. Apenas um terço das mulheres se submete aos exames.
Um dado é alarmante. Entre as mulheres sadias entrevistadas, 35% acreditam que a prevenção é inútil. Se o câncer tiver que aparecer, vai aparecer. A opinião é a mesma de 65% das portadoras de câncer entrevistadas.
Segundo o oncologista Murilo Buso, os exames são indicados após os 40 anos, pela incidência da doença. Às mulheres mais jovens sem fatores de risco, basta o auto-exame e consultas periódicas no ginecologista. “É preciso educar a população. Se uma mulher chega aos 40 anos sem a cultura de se prevenir, ela não vai fazer mamografias. É fundamental envolver as pacientes no processo?”, afirma.
E você, faz a prevenção da forma correta?
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