sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Caso de Alesha Lobanov


Com dez anos de idade, Alesha Lobanov, tem dez litros de líquido excedente em seu organismo. É como se ele estivesse carregando um balde de água com ele em todos os momentos. Ele tem uma malformação vascular. Ele poderia ter morrido há sete anos, mas não aconteceu. Pelo contrário, há um ano ele já está freqüentando uma clínica vascular em Fraiburg, Alemanha, incentivando os pacientes mais velhos, tratados por edemas para brincar e passear com ele.


Alesha adoeceu antes de ter sequer nascido. Poucos dias antes de entrar em trabalho de parto, sua mãe, Lena foi internada para manutenção, onde foi submetida a uma ecografia. Em seguida, o médico informou-lhe que seu bebê tinha um excesso de líquido no abdômen e que isso poderia ser resultado de uma patologia do coração ou do fígado.

Lena teve um parto totalmente natural. Alesha nasceu com um grande estômago, como se ele tivesse engolido uma bola. Sua mão direita estava inchada e sua mão esquerda, ao contrário, era tão fina, que os seus ossos e vasos apareceram através da pele.

No hospital onde Alesha nasceu, em Ufa, Rússia, nenhum exame foi feito. Os especialistas disseram que não havia nada que poderiam fazer sobre o seu caso, e que o bebê não viveria até os seis meses de idade, por isso seria melhor o casal ter outro filho.

Hoje, Alesha corre e brinca pelo corredor enquanto seus pais explicam que as áreas mais perigosas são a sua pele e dentes, porque é onde o líquido se acumula. De forma que se ele tiver uma infecção através da pele ou dentes, ele pode morrer.

Nos primeiros seis meses, o médico foi à casa dos Lobanov e apenas assistiu a forma como o bebê ficou pior a cada dia. O fluido pressionava os pulmões, o coração dele estava na posição errada, ele teve pneumonia, e suas bochechas eram tão inchadas, que pela manhã seu rosto ficava preso ao travesseiro.

Alesha estava com cerca de nove meses de idade quando foi colocado em um hospital em Ufa. Enquanto ele estava sendo acompanhado, Lena descobriu que estava grávida novamente. Os médicos disseram que esta criança poderia substituir Alesha. "Eu pensei que Deus estava me dando outra criança como Alesha, mas Artem é totalmente diferente. Ele não nasceu para substituir o seu irmão, mas para ajudá-lo", disse Lena.

Graças ao seu irmão, Alesha, começou a falar e andar, e jogar. O irmão mais novo parece uma espécie de uma força motriz para o mais velho. Depois, Alesha foi para Moscou e passou por três cirurgias de bypass nos ductos linfáticos. A cada duas semanas ele tinha que ter o fluido acumulado drenado para fora do organismo. Alesha passou por anestesia geral cem vezes, e teve hepatite duas vezes.

Lena inesperadamente recebeu um telefonema da Alemanha, da Clínica Földi, dizendo: "Seu caso é especial e a clínica cobrirá todas as despesas, exceto as tarifas aéreas". Alesha entrou na clínica em uma cadeira de rodas. Ele foi antes de tudo receitado com uma dieta, drenagem linfática, e bandagem por um sistema especial desenvolvido pelo Dr. Földi, o fundador da clínica. Um mês mais tarde o menino podia andar sozinho, e ainda fez os pacientes mais velhos passear com ele no jardim, e jogar cartas com ele à noite.




Fonte:Russia´s Daily Online

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