
As mudanças de temperatura com a chegada do outono e a proximidade do inverno interferem na saúde de qualquer pessoa. E as alergias respiratórias são típicas dessa época do ano. Mas, o que pouca gente sabe, é que este período também propicia o aumento dos casos de alergias oculares.
“As alergias oculares estão diretamente ligadas a questões genéticas. Por exemplo, se a pessoa já tem uma tendência a uma maior sensibilidade nos olhos, ela será mais propensa a ter alergia”, explica o oftalmologista Ricardo Sampaio.
Esse tipo de irritação nos olhos geralmente inicia-se na infância, permanecendo por toda a vida. “Na infância, a alergia ocular costuma apresentar casos mais severos. Durante a vida adulta a pessoa pode apresentar crises de alergias, mas influenciadas por outros fatores, como mudança de temperatura e ar muito seco”, afirma.
Os principais sintomas da alergia ocular, segundo o oftalmologista, são coceira, irritação e a sensibilidade à luz. “Normalmente os olhos ficam mais vermelhos e inchados. E, se não tratada, a alergia pode levar a alterações de transparência na córnea, diminuir o sistema imune do olho e aumentar o risco e a prevalência de conjuntivites infecciosas”, explica.
CUIDADOS - O uso de maquiagens e cosméticos em geral pode ser outro fator que desencadeia problemas nos olhos. “Além desses, os shampoos e até mesmo os esmaltes de unhas podem ajudar na manifestação da alergia”, diz.
Para evitar problemas, ensina Sampaio, procure usar produtos antialérgicos. “Opte preferencialmente por esses produtos, mas atenção: quando estiver com a alergia já manifestada mesmo estes produtos devem ser evitados”, alerta.
Atenção também aos removedores de maquiagem. “Eles são bons e é muito importante tirar a maquiagem, mas verifique se você é alérgica a algum tipo de componente do removedor, senão o efeito será contrário”.
PREVENÇÃO - Prevenir-se da alergia ocular não é coisa fácil. “Dificilmente podemos interferir no ar seco ou no ambiente poluído, porém pessoas com esta afecção devem evitar carpete, cortinas, bichos de pelúcia em casa; deixar a casa sempre arejada e também nestas fases mais exacerbadas da doença evitar maquiagens, cremes e dependendo do caso até esmalte de unhas”, explica.
Fonte: Diário do Grande ABC
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